
A Paz...
A Alegria...
O Equilíbrio...
E sentirá que a VIDA é essencialmente o que decidimos fazer dela


Será???

Num texto em que “nãos” são “sins” e na confusão mental de quem ama e já não se sabe se diz o que sabe ou se sente o que diz, Carlos Drummond de Andrade diz para que não facilitemos com a palavra amor, “essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra”.



Essa é Simone de Beauvoir, companheira de Sartre, não não... esposa não!!! Era um "relacionamento aberto" meeeesmo, totalmente transgressor, levando-se em consideração que se conheceram lá pela década de 30. Ela é um ícone existencialista e libertário. Mulher dessas que vale a pena ler, conhecer e admirar. Pregava a MUDANÇA DAS ESTRUTURAS PSÍQUICAS, sociais e políticas, acima de tudo a liberdade como expressão do ser... Dessas que pregam e fazem.
Essa semana, em algum lugar do Universo, Simone berrou de indignação...
Não por ver seu bumbum exposto em toda França na capa de Le Nouvel Observateur, mas por ser ícone, dessa vez, não de liberdade e expressão, mas de uma capa enquadrada em padrões estéticos atuais: um bumbum sem celulite, coxas torneadas, culotes inexistentes...
VC não entendeu???
"Photoshoparam" Simone Beauvoir!!!
Acredita???
Se até o ícone de mulher transgressora, pensante, libertária teve que se enquadrar aos padrões estéticos vigentes, o que dirá de nós?!
MEDO...
Estamos tão acostumados com as lentes do consumo e dos padrões estereotipamos que se virmos a foto original, vamos ter um momento de... Asco?! Ou estranheza?
Ser natural é estranho?!
MEDO de novo...
Não vou me alongar mto, pois esse é um assunto profundo...
Mas fica aqui minha reflexão...
Quando nos daremos conta que uma mera imagem nada diz de sua essência? E quando mudaremos nosso padrão de “imagem material” pré-concebida, para sentido, essência, percepção. O que é lindo, por dentro, consequentemente, será por fora (e não o contrário).
"As aparências enganam" e o aparente é oco diante do mundo que se tem por dentro...
Reflito porque ainda estou presa em determinados padrões estéticos e, muitas vezes, me vejo imersa nas lentes superficiais atuais. Quero mudar, ver e ser vista pelo que sou, e não pelo que minha "carcaça" reflete no espelho (que, se for ver, precisaria de uma boa sessão de photoshop). "Photoshoparei" a minha visão, tirando as "imperfeições" colocadas pela sociedade do consumo e dos padrões, pois acredito que as pessoas mais fascinantes são aquelas que no seu diferencial são capazes de ser e permanecer naturais.
Foto de um por-do-sol em Porto Alegre

Mas ele poderia simplesmente ter passado batido como tantos outros filósofos e estudiosos do trabalho que tenho estudado ultimamente se não fosse por seu último livro que caiu nas minhas mãos essa semana e que não tem trabalho ou capitalismo como pauta, mas sim... O AMOR, puro e verdadeiro, essencialmente.
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Engraçado a gente sempre colocar a paz pra depois... 

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