29 de ago. de 2008

Muito além da vida material



Hoje, dia 29 de agosto, estréia em vários cinemas o filme: Bezerra de Menezes, o diário de um espírito. E na data de hoje, há 177 anos, nascia no Brasil Bezerra de Menezes, um grande apóstolo do espiritismo, exemplo fiel da vida espiritual, da necessidade de despertamento e trasnformação moral. Acima de tudo um espírito de luz que muito nos ensina e conduz.

Há menos de um ano eu passei a estudar e vivenciar a doutrina, o que eu sei ainda é muiiiito pouco. Ao conhecer o Espiritismo, minha alma encontrou finalmente onde pousar, tendo deixado os espaços agitados pelo vendaval da descrença, da dúvida e do ceticismo. A fé espírita me ensina que meu dever diário é aprimorar-me, superar minhas limitações, ser boa para comigo e para com o meu próximo. A minha fé tem base científica e filosófica, me sustenta e me move. Encontro-me cada vez mais com as infinitas possibilidades de melhoramento pessoal e, conseqüentemente, espiritual e material. E nessa jornada diária nunca estamos sozinhos.
Ainda não assisti ao filme, mas já recomendo aos espíritas, curiosos, ou não espíritas. Pois os bons exemplos são sempre bem vindos, o nosso querido Doutor Bezerra de Menezes é um deles.

Somente nós, as criaturas humanas,
por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do BEM.


Espírito de Bezerra de Menezes em psicografia de Chico Xavier

27 de ago. de 2008

Facilitando

Num texto em que “nãos” são “sins” e na confusão mental de quem ama e já não se sabe se diz o que sabe ou se sente o que diz, Carlos Drummond de Andrade diz para que não facilitemos com a palavra amor, “essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra”.

Pergunto: Quando dizer que é amor?



Será que ele e me responderia: Nunca é amor, Laila, essa palavra é perigosa, pode cegar, paralisar, enlouquecer. Dizer-se que ama é assumir para si um estado inquieto ou quase morto, morto não, muito vivo, vivo demais. Mas num mundo que só vocês dois entendem, sentem presenciam. Os outros, não, ninguém entende. Daí enlouquece-se. Calores surgem donde jamais se vinham, vontades sorrateiras invadem seu dia-a-dia fazendo você perder o sinal verde, passar o vermelho. Quer se estar lindo para ele, e se está feio, ele acha lindo. Vai entender... Não Laila, não facilite com a palavra amor, ela enlouquece, aquece por demais, esquece por demenos, deixe-a aos imorais.

Ou Drummond escraxaria e diria: Você precisa dizer que o ama, ganhá-lo ou perdê-lo sem engano, jogada aos pés daquele que te tira o sono, te inebria a alma, te dá um descanso na loucura, te saúda o dia sem graça e te dá motivos para sorrir e sonhar, sem medo diga, grite, BERRE! Espalhe aos 4 ou 5 ou 7 ventos! Louco e errado é quem não ama ou não se deixa amar.

18 de ago. de 2008

Amores abstratos






Outro dia, correndo no parque, cruzei com um amor platônico de infância. Ri baixinho.

Lembrei-me das noites bem dormidas que eu tinha depois de horas pensando nele.
Nos muitos minutos que aguardava ansiosa por cruzar por ele no corredor, na rua, na academia, ou na escola. Os minutos (às vezes segundos) que ele passava por mim valiam ouro e o suficiente para alimentar mais e mais as fantasias daquela menina apaixonada.

Eu tive dois grandes amores platônicos na minha infância e adolescência. Ocuparam boa parte dessas fases. Eles me fizeram companhia dia e noite. Aguçaram todos os tipos de pensamento e sensações que uma garota daquela idade é capaz de ter – assim fizeram pelo simples fato de existirem. Cada pequeno cruzar de olhares era o bastante para eu acreditar que era possível uma concretização ou que todo o meu amor, no fundo, era correspondido. Estar no mesmo lugar era como se o sonho estivesse de verdade acontecendo, e se não acontecia nada (e nunca aconteceu) havia aquele gostinho de quero mais e de que num “amanhã” algo diferente iria acontecer, quem sabe um sorriso diferente, um mover de cabelo, um andar mais pausado.

Hoje sou grata por nenhum desses amores terem se concretizado. Aquela doce apaixonada poderia ter visto seus sonhos destroçados pela crua realidade, ou por sua falta de graça... Os frios na barriga, os sonhos e fantasias fizeram parte daquela fase mágica onde tudo era possível, embaixo do meu cobertor.

17 de ago. de 2008

Naturalmente


Como a vida é incrível... E para apreciar todo o seu fenômeno é só abrir os olhos do coração.

Esse abrir de olhos não é uma tarefa fácil.
O externo nos informa tantas e tantas necessidades e estereótipos que o exercício de ser e de se conhecer torna-se mais complexo, e já não se sabe ao certo até onde sou eu que estou agindo ou se a ação é de acordo com o que o ambiente determina que seja. Fazer essa diferenciação é essencial...
Se tivermos os olhos do coração sempre abertos, não precisaremos dessas necessidades nem desses enquadramentos para que sejamos felizes, e tudo acontecerá com maior naturalidade.

Naturalidade.
Ser natural, agir com boa-fé, aprimorar-se, deixar-se, permitir-se...

O natural da vida é ser feliz, e permitir que o outro seja feliz dentro de sua realidade. Essa busca é muito mais simples do que a gente imagina.



10 de ago. de 2008

A felicidade dos outros

"Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados."
Martha Medeiros

Há vaga




Eu já encontrei o amor da minha vida, ele é real e eu também sou o amor da vida dele. Falta agora encontrar alguém com quem eu possa me relacionar, conviver e me doar, por inteira. É que o homem da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele. Não basta que a gente se queira há muitos anos. Não bastam nossos namoros longos, os rompimentos e a teimosia de desejar mais daquilo que não há de ser. Não presta que ele me visite pra acabar com as saudades e fuja correndo de pernas bambas, com um bumbo no peito e num silêncio incômodo e psicologicamente inquietante. Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca. Quando um se sente em paz o outro quer a guerra. Eu me traduzo e me compreendo enquanto ele se confunde e não se explica. Discordamos sobre tudo, concordamos sobre muito e o desacerto é de lascar, e não há cama que resista a tantas reconciliações.


E como um dia a cama cai, já me decidi: não quero mais o amor da minha vida ocupando o lugar de amor da minha vida. Venho, portanto, pedir a ele publicamente, que libere a vaga. É com você mesmo que estou falando, você aí, que se instalou feito um posseiro dentro do meu coração, faça o favor de desinstalar-se. Xô! Há de haver um homem bom, me esperando em alguma esquina desse mundo.


Um homem que aprecie o meu carinho, fale a minha língua, agüente (e aliemente) minhas filosofias e questionamentos, divirta-se com meu jeito e queira cuidar de mim e ser cuidado por mim. As qualidades podem até variar, mas aos interessados, se houver, vou avisando: existem defeitos que considero indispensáveis e qualidades supremas. Nada que um bom olhar apaixonante não resolva.


Meu amor tem de ter uns certos ciúmes e reclamar quando eu precisar viajar pra longe. Tem que fazer loucuras, me botar em frias e, sobretudo, quentes. Tem que ser amigo, cúmplice e piadeiro. Pode se meter com minha roupa, com corte do cabelo e achar que sou distraída e não sei dirigir. Ele deve ser organizado, prezar por nosso lar e por nossas coisas e é imprescindível que se aborreça quando assim não for. Deve ser admirável e me ensinar muito, e aos poucos. A sintonia deve ser percebida, mas não acima de sentida.

Ai esse amor que me fará voar longe de lembranças, e amenizar as dores que virão.

Esse vôo alucinante e sem rumo anda me dando um trabalho danado...



Adaptado por mim. Inspirado no texto de Maitê Proença

3 de ago. de 2008

DIA DOS PAIS - antecipado


BOM DIA BOLINHA!!!

Depois de alguns meses te acompanhando no café da manhã, hoje me reservo o direito de permanecer na cama. Mas não por muito tempo!!! Afinal, a luta não acabou =)

Cada cappuccino, cada beijinho, cada olhar carinhoso, cada palavra de apoio, cada sorriso, aprovação, piada e brincadeiras, todos os gestos, todos os incentivos... Tudo o que você fez por mim nessa jornada foi maravilhoso e tornou a luta menos solitária e muito mais alegre!

Obrigada.

Nenhuma palavra que eu disser irá transparecer todo o significado que sua presença, nesses meses de estudo, representou para mim.

A cada dia você me ensina mais e mais sobre o sentido da vida. E nada melhor do que descobri-lo ao teu lado, com os teus gestos sublimes de amor, carinho, serviço e força!
Viver é maravilhoso. Descubro isso a cada dia. As vitórias não teriam valor se não fossem as quedas, e a aprendizagem é edificante diante dos erros. Ter você ao meu lado para guiar, fortalecer e contemplar toda essa mágica da vida é mais do que eu poderia sonhar. Papai do Céu deve gostar muiiiiito de mim por me enviar a essa família linda a qual pertenço, e por ter um pai, amigo, companheiro, amor da minha vida e parte do que sou e do que serei, assim, como você é para mim!

Infinitamente obrigada.

Você sabe que o meu maior desejo seria passar nesse concurso e dedicar mais essa vitória a você. Mas as coisas não são sempre do jeito que queremos ou no tempo que desejamos. Mas já me sinto vitoriosa por sobreviver a tantos percalços e questionamentos e mesmo assim estar pronta para outra e otimista aos desafios. Sou uma pessoa muito melhor do que aquela há alguns meses atrás, e isso já é uma vitória maravilhosa. Dedico essa força a você, que é parte dela, e como torcedor fiel, sabe que nada me fará parar. E como é bom saber, que para o que vier, poderei contar com a sua presença amável e edificante.

Infinitamente obrigada.

Tenha um dia lindo, uma vida linda e seja sempre lindo como você é!

Te amo, infinitamente.


Beijos da sua bolotinha,

Laila

O sentido da vida

O que move o ser humano senão a vontade.
Vontade de crescer, vontade de ter, vontade de ser.
A vida é movida de vontades.
Cada um tem a sua.

Mas, qual o sentido da vida?

Olhando meu pai no portão, sublimei o sentido.
Com olhos cheios de alegria, sem importar com resultados, sem cobrar vitórias. Alegre, pelo fato de estar ali e poder me abraçar e deixar transparecer a alegria pelo simples fato de estar ao meu lado num momento difícil; alegre por ter uma filha que se move por desafios, por vontades e perseverança. Ele alegrou-se, aliviou-se.

O sentido da vida, ali se fez sublime.

O amor, simples. Desprovido de cobranças, orgulhoso pelo simples existir.
Servir, sem esperar retorno.
Amar.

Meu pai me agradeceu ao fim dessa batalha pela lição de coragem e de força. Eu o agradeci por me ensinar num simples sorriso e num puro gesto de alegria, antes de qualquer resultado, que o sentido da vida não está nas vitórias ou nas conquistas em si, mas no mover constante e na alegria sublime de amar.