21 de jan. de 2009

O que torna um momento inesquecível?

Uma queda no pátio da escola quando se tem 7 anos de idade e todo mundo fica em volta olhando e o choro é mais de vergonha que de dor.
Uma queimadura no pulso quando inocentemente coloca-se a mão no fogão pra tirar a panela de amendoins torrados da vovó.
A páscoa em que os ovos estão escondidos pela casa e é a primeira vez em que se participa da brincadeira.
O primeiro admirador secreto que deixa um presentinho sorrateiro na mochila, no dia dos namorados, quando se tem 8 anos de idade.
O primeiro beijo, as sensações, o cheiro, o medo.
A menarca...
A primeira nota vermelha.
A primeira viagem sem os pais.

Tudo isso pode ser inesquecível... Porque são emoções iniciais que por serem marcantes fixam-se em nossas memórias como marcas da nossa história.

Cheiros, músicas, palavras, jeitos... São o suficiente para se fazer viagens no tempo, ou trazerem sensações adormecidas.

Mas como explicar a “inesquecibilidade” de um momento, às vezes especial, às vezes doloroso, às vezes... Simplesmente inesquecível?! O que faz de um momento marcante?!

Existem datas ou momentos especiais que por mais que eu force a memória não me lembro de nada... Outros, nem tão marcantes assim, na teoria, estão lá, no arquivo permanente da minha memória, prontinhos para serem acessados ou rapidamente “saltantes” nas minhas sensações sem que eu vá em busca deles. Como uma vez que eu cocei o pé da minha irmã logo depois do parto de sua primeira filha; ou a vez que coloquei papel de parede, sozinha, no meu armário de criança; ou um bombom de chocolate que deliciado há 20 anos atrás ainda povoa o meu paladar.

Vai saber...

Enfim...
Prova-se que não é preciso muito para um momento ser inesquecível. Ele o é talvez por sua verdade, sinceridade, ou pela sensação esplêndida que ele proporciona ao subconsciente, ou simplesmente, pela plenitude deliciosa que ele trará no futuro quando for relembrado...

7 de jan. de 2009

Desejos de início de ano, e de sempre!

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente... ...Para você, Desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano, Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, Que sua família esteja mais unida, Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!!!



*Enviado pela Fabs!

4 de jan. de 2009

Retrospectiva 2008




Nos primeiros minutos do ano, comi o quarteto fantástico com eles em pessoa.
Tomei um porre de Absolut na virada.
Vi muitos amigos perderem parentes.
Aprendi que ninguém gosta de ser criticado, mas quando necessário, deve-se saber colocar bem as palavras, o difícil é colocar em prática.
Aprendi que nem sempre a gente diz o que a gente sente de verdade, e isso nem é bom para nós. Mas quando é o outro quem não diz é muito pior.
É melhor dizer a verdade pra não se enganar, antes mesmo de enganar o outro.
Brinquei pela primeira vez em falar com ar de balão de gás hélio
Dirigi meus primeiros 700 km na estrada
Viajei para Buenos Aires, Rio de Janeiro, Divinópolis, Búzios, Goiânia e Vitória.
Conquistei um coração argentino que me admira a distância.
Vi o desfile das escolas de samba na Sapucaí (amei!!!)
Pulei carnaval em bloco de rua
Dormi num albergue em Ipanema
Comi biscoitos globo com mate na praia pela primeira vez
Andei de ônibus por mais de 2 horas no Rio de Janeiro
Vi minha avó em um estado que não quero chegar, por isso quero viver em paz, buscando saúde física e principalmente mental.
Fiz amor no lago Paranoá.
Aprendi que histórias de amor que deram certo no passado e não dão certo no presente, não precisam se tornar viciosas pra garantir um futuro, é melhor deixar o novo acontecer.
Fechei ciclos e tomei decisões firmes que me fizeram muito bem.
Tracei planos que pareciam certos e foram errados, é bom estar errada de vez em quando.
Tomei alguns porres.
Amigos casaram ou ficaram noivos, outros separaram ou desencalharam, velhos ciclos da vida...
Estudei mais do que já estudei em toda minha vida.
Fiz 25 anos com tranqüilidade, porém com algumas dúvidas e muitos anseios
Ganhei um chimarrão de aniversário
Apreciei o novo e deixo-o entrar a cada dia.
Aprendi que cada dia é uma vida inteira, não dá pra desperdiçar.
Passei muitos dias em casa.
Fiquei sentada por mais de 12 horas.
Fiquei por muito tempo sozinha e apreciei minha companhia.
Aprendi e desaprendi a perder.
Vivi a frustração em seu maior tom.
Sobrevivi à frustração e venci.
Vi amizades serem desfeitas.
Fiz novos amigos.
Fortaleci e consolidei antigas amizades e as quero para sempre.
Aprendi que alguns bons amigos podem errar, e é melhor perdoar, ninguém é perfeito.
Fortaleci o aprendizado que amizade boa é aquela que me faz bem e é recíproca, não devo agradar a todos, muito menos mendigar atenção.
O perdão é a possibilidade de crescimento para si e para o outro. Constatei e afirmo: é sempre melhor perdoar.
Participei de um retiro terapêutico que me fez despertar o meu eu-interior e aprender a fortalecer meu eu-superior (os benefícios são maravilhosos, mas é bem árduo esse aprendizado)
Comecei uma pós-graduação numa área que me identifico.
Corri na chuva.
Melhorei meu tempo de corrida.
Dancei muito zouk!
Fiz amor numa cachu pela primeira vez, e uma tentativa numa boate.
Cometi loucuras numa pista de dança.
Chorei de irritação, perda, dúvida e saudade. Também chorei sem saber o porquê.
Criei mais expectativas do que deveria.
Meditei mais do que o ano passado, estou ficando boa nisso.
Aprendi mais sobre o espiritismo e tem me ajudado muito a crescer e viver a vida com mais fé e desejo de transformação moral.
Aprendi a exercitar a caridade em seu aspecto amplo: com o próximo, o mais próximo: respeitando e aceitando nossas diferenças.
Quis desistir várias vezes (isso nem é legal...)
Não desistir me trouxe ensinamentos.
Fico cada vez mais fascinada com as possibilidades que o relacionamento me traz para crescer, e me divertir também!
Tive muita insônia.
Voltei a tomar refri (isso nem é legal também...)
Fui muito assediada.
Fiquei de rolo mais do que eu gostaria.
Aprendi a não forçar a barra.
Constatei: quem procura acha, infelizmente... Mas ainda é melhor achar do que ser enganada...
Me apaixonei por um gaúcho
Tive a proposta de namoro mais linda de todos os tempos.
Comecei a namorar.
Fui surpreendida várias vezes.
Ainda tenho muito a aprender sobre o amor, “esse clichê singular, delicioso de se viver”
Malhei no parque com meu namorado (amei!)
Passei a véspera do natal arrumando mala.
Viajei de carro com meu namorado e meu pai.
Dancei tango em Buenos Aires, zouk em Brasília, samba no Rio, Dance em Búzios, músicas gaudérias em uma festa gaúcha e também dancei coladinha ao som de samba-rock

Mais um ano fechado com chave de ouro. Ciente de que mesmo que as coisas não aconteçam do jeito que a gente quer, é sempre da melhor forma para a gente crescer. E não esperar muito faz da chegada uma eterna surpresa.

Para 2009 não quero nada além de paz. Com ela estarei sempre feliz, saudável, consciente, disposta e topando qualquer parada. Assim fica fácil... Pois para conseguí-la é só buscá-la: dentro de mim!