24 de set. de 2009

Carta ao meu pai

Brasília, Setembro de 2009

Querido Viajante!

Desde pequena você me ensina sobre as culturas do mundo, a localizar países e continentes no mapa, dá sugestões de literatura, músicas, comidas... Por essas e outras cultivei dentro de mim uma paixão enorme por viajar!
Agora quem está de malas prontas para mais uma aventura no Velho Mundo é você! E fico muito feliz com essa sua viagem, afinal, você merece! Você vai estar com pessoas que você ama muito e num lugar totalmente diferente e maravilhoso. Descanse e Divirta-se!
Aproveite as oportunidades! Sinta os cheiros diferentes e viaje; saboreie os gostos e delicie-se; observe os comportamentos culturais; admire as paisagens; compre coisas novas e diferentes; divirta-se; dê muita risada; deixe a “Dô Maria” dentro de você viver momentos de descanso e também de batente (que chick, um batente na Europa!!!) e que o Bolinha não desperdice nenhuma oportunidade de se deliciar com bons pratos e guloseimas (deixa a dieta pra fazer aqui no Brasil); ouça muitas músicas (traga novas para o nosso repertório); descubra novos sabores (traga novas receitas para nós!!! Já já Bolinha será graduado à “chef gourmet”) e Paris(!!!) Tente desvendar seus mistérios e encantos, e aproveite muiiiiiiito!
Quem tem boca vai a Roma, mas quem tem vontade de viver, ânimo e disposição vai a Lisboa, Veneza, Udine, Paris... Vai a todo lugar!!!
Me leve com você!
Estarei aguardando seu retorno com muita alegria, doidinha pra escutar suas histórias e aventuras!
Um enorme beijo para todos com muito amor e carinho! E tudo que eu disse aqui serve também para a Bicuda!!! Afinal, sendo irmã do Bola e da Dô Maria, sei que também tem essas características...


Te amo muito! E volte com a bagagem CHEIA de alegria!!!

BOA VIAGEM VÃO EM PAZ!!!
MUITOS BJOS!

Laila

18 de set. de 2009

As Virgens Suicidas.



Adoro filmes inquietantes.

Ontem, assisti As Virgens Suicidas.
Filme de 1999, o primeiro da filha de Coppola.

O que me fascinou no filme é a tentativa dos garotos, narradores do filme, de entender a realidade inquietante e misteriosa de suas lindas vizinhas. Na verdade, ao meu entender, é uma metáfora à real inquietude que o universo feminino causa aos homens, e até mesmo à nos mesmas, mulheres.

Destaco uma passagem do filme, dita por seu narrador à cena das garotas se divertindo entre si:

"as mulheres, de alguma forma, têm uma tal sabedoria e conhecimento sobre a vida (o que as leva, por exemplo, a saber combinar cores), que a nós garotos cabe somente fazer o barulho certo que possa encantá-las (e, Deus!, nós sabemos como isso pode ser difícil)"
Mulheres, senão vivem para conquistar seu espaço e inteiramente desvandarem a si mesmas, crescem imersas a fantasias e sonhos, desejos e devaneios de encontrar a sua metade.

serão opostas? ou convivem numa so?

Seria antagônico afirmar que uma mulher forte e bastante por si, já maravilhada por sua garra e possibilidades esteja a procura de um porto seguro além daquele que é ela mesma?

Antagônicas ou não, elas existem, coexistem, corelacionam-se e cooperam-se.

O que não seria das mulheres, sem elas mesmas?

14 de set. de 2009

A dança é a linguagem oculta da alma