A mobilização do Brasil em prol da catástrofe que aconteceu, e vem acontecendo, em Santa Catarina muito me emociona... Centenas de pessoas perderam parentes, casas, objetos, automóveis, tudo. Menos a esperança e, em alguns, pode-se perceber que não perderam a alegria de viver. Perderam tudo de material, mas os gestos de solidariedade os fizeram ganhar muito e encontrar forças pra continuar e recomeçar.
Lá eles recebem roupas e mantimentos de milhares de pessoas que acompanham de longe o alarme de um estado. De algum lugar do Brasil, alguém que se solidariza e estende um cobertor a outro alguém em algum canto do país, que jamais saberá quem é. Nessa hora é como se o chamasse de irmão. Filhos de uma pátria que ora dá bons ora dá maus exemplos a seus filhos. Mas dentro de todo brasileiro há uma “chaminha” quentinha, diferente das demais nações. Não sei se é orgulho de ser brasileiro, não sei se é o clima tropical, ou se são as demais dificuldades que um brasileiro deve passar para sobreviver. Só sei que essa pequena labareda quando aparece traz consigo uma força indecifrável, que reforça essa figura que quando passeia pelas ruas estrangeiras faz ouvir algumas frases como “Brasssil?! Ronaldo?! Bossa NÔva?!”, e quando se encontram reconhecem-se, abraçam-se e sentem-se em casa.
Irmãos brasileiros, não precisamos aguardar o pior para nos reconhecer. Somos frutos do mesmo chão, por isso (lá vem uma rima clichê) não deixemos de estender a mão, não só à nossa pátria, às vezes cansada de tanto lutar, mas ao nosso irmão, muitas vezes desacreditado de tanto desacreditar.
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