às vezes me dá uma vontade de escrever.
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30 de abr. de 2010
20 de abr. de 2010
dá um livro
Era um domingo, dia 20 de abril de 2008.
Um domingo normal na vida de uma concurseira frenética. O dia começou cedo.
Durante aquele fim de semana, eu estava indo clandestinamente às aulas intensivas de Constitucional num cursinho próximo da minha casa. A sorte estava do meu lado, lembro-me de ter ganhado um livro autografado do professor famoso daquele curso, que era caríssimo, e tanto pro livro quanto pra aula, eu não havia gastado um tostão, e só quem investe em cursinhos e materiais, sabe a grandiosidade deste fato . Apesar de ter assistido aula de domingo à domingo, e naquele domingo, em especial, estar um lindo sol fresco das manhãs de abril em Brasília, eu estava muito feliz e disposta naquelas aulas.
Eu estava num ritmo muito bom de estudos. Eu só estudava. Meus dias eram muito iguais. Acordar cedo, estudar, correr no parque, almoçar, estudar, estudar e estudar. Há dias eu não assistia Tv, ou saía com minhas amigas. Eu amava minha rotina. Quanto mais eu me dedicava, mais próxima do meu objetivo eu me sentia. E eu estava numa situação um pouco complicada. Havia sido aprovada no concurso dos meus sonhos, larguei meu emprego, saí de férias, e quando retornei, a nomeação havia sido embargada pela justiça. Durante um mês sem saber o que fazer, retomei meus estudos para um outro concurso, o temido TCU. Então, estudar era meu novo emprego, hobbie, distração, preocupação, rotina e viver!
Minhas amigas me cobravam presença, e naquele domingo eu havia uma intimação para comparecer num show que aconteceria anoite, na véspera do feriado do dia 21 de abril.
Eu não estava muito animada. Mas me senti acoada. Elas tinham razão, por elas eu teria de ir!
Saí da aula, ao entardecer. O céu estava naquele alaranjado que eu adoro. Saí de lá e fui à Igreja de Santo Expedito, era o fim de semana de quermesse naquela paróquia pelo dia do Santo das Causas Impossíveis. Mesmo não sendo mais católica, eu tinha, naquele momento em especial, uma ligação muito forte com aquele santo! Fui comer um cachorro quente, e fiz minhas orações totalmente voltadas para o meu principal objetivo: ser aprovada no concurso. Ao sair dali, ainda liguei para as minhas amigas para ver se havia alguma brecha para me esquivar daquele compromisso, e realmente, não havia!
Já ouviu aquele ditado: tá no inferno abraça o diabo?
Foi o que eu fiz. Coloquei meu shortinho jeans, minha bota marrom e fui!
A entrada da festa estava uma loucura! Muita gente!
Teve empurra empurra pra entrar, pra pegar bebida, pra ir ao banheiro. Só as coisas normais dessas baladas de Brasília.
Eu pensava nos meus colegas de sala do cursinho, bem deitadinhos em baixo do edredom, descansando do dia pesado de cursinho, e eu lá na fuzaca!
Mas estavam todas lá. Amigas que, 2 anos depois, nem são mais tão amigas assim. Mas nada é por acaso...Bebemos muito, fofocamos muito, dançamos muito.
Às vezes eu saía de perto e passeava sozinha pela multidão. Sempre adorei fazer isso, e observar. Ainda mais com algumas doses de vodka com soda na cabeça.
Eu não costumo ter tanta memória assim. Todos esses detalhes ficaram guardados na minha lembrança. Por um fato em especial que mudou o rumo da minha história.
Um gaucho de olhos bem verdinhos cruzou por mim e me puxou pra uma conversa. Sempre gostei de conhecer gente de outras naturalidades. Cultura, vivência, sotaque. É sempre legal. Foi agradável, rápido e de boa. Dei meu e-mail para ele, e saí saltitante pela festa.
Bebi um pouco mais, dancei mais ainda, interagi com outras amigas, outras pessoas, umas mais bêbadas, outras menos... E ao final da festa, saindo à francesa, ainda dei uma última olhada pra ver se encontrava de novo aquele gatinho dos pampas. Mas não o encontrei.
No dia seguinte, ressaca. "Vodka nunca mais" – é o que eu sempre penso. Acordei cedo para um passeio em Goiânia com o grupo espiritualista que eu frenquentava. Ao voltar, anoitinha da segunda feira, dia 21 de abril, recebi o email do "Cadu, o gaucho".
Papo vai, papo vem, encontros e desencontros...
Muita coisa aconteceu.
2 anos depois, daquele domingo que se tornou inesquecível, não por sua importância, mas pelos fatos que se transcorreram a ele, eu rememoro o que passou com um sorriso que não cabe no rosto. Nada do que aconteceu depois daquele domingo parece fora de tempo. Tudo aconteceu milimetricamente para nos tornarmos, eu e aquele gauchinho, o que somos hoje: muito felizes, muito completos. A gente se encontrou, e se reconheceu.
Todas as coincidências da vida fazem da nossa história de amor, ainda mais especial. E hoje, eu celebro aquele domingo, que mudou o rumo da minha vida, me mudou, e fez de mim alguém que acredita ainda mais no amor, na vida a 2, no crescer junto, no compartilhar.
Dedico essa minha felicidade, ao meu gauchinho, minha metadinha, meu amor!
Um domingo normal na vida de uma concurseira frenética. O dia começou cedo.
Durante aquele fim de semana, eu estava indo clandestinamente às aulas intensivas de Constitucional num cursinho próximo da minha casa. A sorte estava do meu lado, lembro-me de ter ganhado um livro autografado do professor famoso daquele curso, que era caríssimo, e tanto pro livro quanto pra aula, eu não havia gastado um tostão, e só quem investe em cursinhos e materiais, sabe a grandiosidade deste fato . Apesar de ter assistido aula de domingo à domingo, e naquele domingo, em especial, estar um lindo sol fresco das manhãs de abril em Brasília, eu estava muito feliz e disposta naquelas aulas.
Eu estava num ritmo muito bom de estudos. Eu só estudava. Meus dias eram muito iguais. Acordar cedo, estudar, correr no parque, almoçar, estudar, estudar e estudar. Há dias eu não assistia Tv, ou saía com minhas amigas. Eu amava minha rotina. Quanto mais eu me dedicava, mais próxima do meu objetivo eu me sentia. E eu estava numa situação um pouco complicada. Havia sido aprovada no concurso dos meus sonhos, larguei meu emprego, saí de férias, e quando retornei, a nomeação havia sido embargada pela justiça. Durante um mês sem saber o que fazer, retomei meus estudos para um outro concurso, o temido TCU. Então, estudar era meu novo emprego, hobbie, distração, preocupação, rotina e viver!
Minhas amigas me cobravam presença, e naquele domingo eu havia uma intimação para comparecer num show que aconteceria anoite, na véspera do feriado do dia 21 de abril.
Eu não estava muito animada. Mas me senti acoada. Elas tinham razão, por elas eu teria de ir!
Saí da aula, ao entardecer. O céu estava naquele alaranjado que eu adoro. Saí de lá e fui à Igreja de Santo Expedito, era o fim de semana de quermesse naquela paróquia pelo dia do Santo das Causas Impossíveis. Mesmo não sendo mais católica, eu tinha, naquele momento em especial, uma ligação muito forte com aquele santo! Fui comer um cachorro quente, e fiz minhas orações totalmente voltadas para o meu principal objetivo: ser aprovada no concurso. Ao sair dali, ainda liguei para as minhas amigas para ver se havia alguma brecha para me esquivar daquele compromisso, e realmente, não havia!
Já ouviu aquele ditado: tá no inferno abraça o diabo?
Foi o que eu fiz. Coloquei meu shortinho jeans, minha bota marrom e fui!
A entrada da festa estava uma loucura! Muita gente!
Teve empurra empurra pra entrar, pra pegar bebida, pra ir ao banheiro. Só as coisas normais dessas baladas de Brasília.
Eu pensava nos meus colegas de sala do cursinho, bem deitadinhos em baixo do edredom, descansando do dia pesado de cursinho, e eu lá na fuzaca!
Mas estavam todas lá. Amigas que, 2 anos depois, nem são mais tão amigas assim. Mas nada é por acaso...Bebemos muito, fofocamos muito, dançamos muito.
Às vezes eu saía de perto e passeava sozinha pela multidão. Sempre adorei fazer isso, e observar. Ainda mais com algumas doses de vodka com soda na cabeça.
Eu não costumo ter tanta memória assim. Todos esses detalhes ficaram guardados na minha lembrança. Por um fato em especial que mudou o rumo da minha história.
Um gaucho de olhos bem verdinhos cruzou por mim e me puxou pra uma conversa. Sempre gostei de conhecer gente de outras naturalidades. Cultura, vivência, sotaque. É sempre legal. Foi agradável, rápido e de boa. Dei meu e-mail para ele, e saí saltitante pela festa.
Bebi um pouco mais, dancei mais ainda, interagi com outras amigas, outras pessoas, umas mais bêbadas, outras menos... E ao final da festa, saindo à francesa, ainda dei uma última olhada pra ver se encontrava de novo aquele gatinho dos pampas. Mas não o encontrei.
No dia seguinte, ressaca. "Vodka nunca mais" – é o que eu sempre penso. Acordei cedo para um passeio em Goiânia com o grupo espiritualista que eu frenquentava. Ao voltar, anoitinha da segunda feira, dia 21 de abril, recebi o email do "Cadu, o gaucho".
Papo vai, papo vem, encontros e desencontros...
Muita coisa aconteceu.
2 anos depois, daquele domingo que se tornou inesquecível, não por sua importância, mas pelos fatos que se transcorreram a ele, eu rememoro o que passou com um sorriso que não cabe no rosto. Nada do que aconteceu depois daquele domingo parece fora de tempo. Tudo aconteceu milimetricamente para nos tornarmos, eu e aquele gauchinho, o que somos hoje: muito felizes, muito completos. A gente se encontrou, e se reconheceu.
Todas as coincidências da vida fazem da nossa história de amor, ainda mais especial. E hoje, eu celebro aquele domingo, que mudou o rumo da minha vida, me mudou, e fez de mim alguém que acredita ainda mais no amor, na vida a 2, no crescer junto, no compartilhar.
Dedico essa minha felicidade, ao meu gauchinho, minha metadinha, meu amor!
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