Num texto em que “nãos” são “sins” e na confusão mental de quem ama e já não se sabe se diz o que sabe ou se sente o que diz, Carlos Drummond de Andrade diz para que não facilitemos com a palavra amor, “essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra”.Pergunto: Quando dizer que é amor?
Será que ele e me responderia: Nunca é amor, Laila, essa palavra é perigosa, pode cegar, paralisar, enlouquecer. Dizer-se que ama é assumir para si um estado inquieto ou quase morto, morto não, muito vivo, vivo demais. Mas num mundo que só vocês dois entendem, sentem presenciam. Os outros, não, ninguém entende. Daí enlouquece-se. Calores surgem donde jamais se vinham, vontades sorrateiras invadem seu dia-a-dia fazendo você perder o sinal verde, passar o vermelho. Quer se estar lindo para ele, e se está feio, ele acha lindo. Vai entender... Não Laila, não facilite com a palavra amor, ela enlouquece, aquece por demais, esquece por demenos, deixe-a aos imorais.
Ou Drummond escraxaria e diria: Você precisa dizer que o ama, ganhá-lo ou perdê-lo sem engano, jogada aos pés daquele que te tira o sono, te inebria a alma, te dá um descanso na loucura, te saúda o dia sem graça e te dá motivos para sorrir e sonhar, sem medo diga, grite, BERRE! Espalhe aos 4 ou 5 ou 7 ventos! Louco e errado é quem não ama ou não se deixa amar.
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