21 de dez. de 2010

Para os que vão viajar, fica a dica de Mário Quintana

Não, nada de piqueniques! O encanto das paisagens numa tela é que elas não têm cheiro, nem temperaturas, nem ruídos, nem mosquitos... Nada, enfim, do que acontece nas desconfortáveis paisagens reais.
Quando estive no Rio, meu editor, amigo e colega se ofereceu para "uma tarde destas" me mostrar a cidade. Agradeci-lhe horrorizado:
- Não, muito obrigado, Paulinho! Eu sou evoluído: o que mais me agrada no Rio são os túneis...
Creio que ele suspirou de alívio.
Pois bem que ele devia saber, como poeta de verdade, que nunca se deve ser apresentado a uma paisagem. É uma situação embaraçosa. Nem ao menos se lhes pode dizer: "Muito prazer em conhecê-la, minha senhora!"
Esse não pode ser um conhecimento voluntário, aprazado, mas uma lenta osmose inconsciente, de modo que no fim se fique pertencendo à paisagem , e vice-versa.
Não se pode conhecer nada num minuto e só por isso é que os turistas não conhecem o mundo.
Jamais acreditei em observação direta, principalmente quanto à criação poética. A comunicação poética, no seu mais profundo sentido, não é acaso subliminar ? Os poetas que dizem tudo acabam não dizendo nada. Porque a poesia não é apenas a verdade... É muito mais!
A poesia é a invenção da Verdade.

(Mário Quintana. Caderno H.P.Alegre: Globo, 1973)

13 de dez. de 2010

Contagem progressiva

Ainda restam 3 semanas pra vc fazer tudo o que prometeu pra 2010 e ainda não cumpriu.

#RUN!

Desamor

De tanto insistir ela se quebrou. Não tem mais como sobreviver a esse seu desamor. Irrita. Amizade nenhuma se sustenta ao desamor.
Ele começa dentro de você, e sái como um maremoto de negativismo que não há como lutar contra essa maré.
Eu já me afoguei diversas vezes. Mas agora chega.
Não aguento mais esse olhar julgador, esse ar superior, esse papo de pescador que joga o anzol só pra tirar a vida do que está de boa, na lagoa.

Eu fui e, esse papo, não me fisga mais.