Uma queda no pátio da escola quando se tem 7 anos de idade e todo mundo fica em volta olhando e o choro é mais de vergonha que de dor.
Uma queimadura no pulso quando inocentemente coloca-se a mão no fogão pra tirar a panela de amendoins torrados da vovó.
A páscoa em que os ovos estão escondidos pela casa e é a primeira vez em que se participa da brincadeira.
O primeiro admirador secreto que deixa um presentinho sorrateiro na mochila, no dia dos namorados, quando se tem 8 anos de idade.
O primeiro beijo, as sensações, o cheiro, o medo.
A menarca...
A primeira nota vermelha.
A primeira viagem sem os pais.
Tudo isso pode ser inesquecível... Porque são emoções iniciais que por serem marcantes fixam-se em nossas memórias como marcas da nossa história.
Cheiros, músicas, palavras, jeitos... São o suficiente para se fazer viagens no tempo, ou trazerem sensações adormecidas.
Mas como explicar a “inesquecibilidade” de um momento, às vezes especial, às vezes doloroso, às vezes... Simplesmente inesquecível?! O que faz de um momento marcante?!
Existem datas ou momentos especiais que por mais que eu force a memória não me lembro de nada... Outros, nem tão marcantes assim, na teoria, estão lá, no arquivo permanente da minha memória, prontinhos para serem acessados ou rapidamente “saltantes” nas minhas sensações sem que eu vá em busca deles. Como uma vez que eu cocei o pé da minha irmã logo depois do parto de sua primeira filha; ou a vez que coloquei papel de parede, sozinha, no meu armário de criança; ou um bombom de chocolate que deliciado há 20 anos atrás ainda povoa o meu paladar.
Vai saber...
Enfim...
Prova-se que não é preciso muito para um momento ser inesquecível. Ele o é talvez por sua verdade, sinceridade, ou pela sensação esplêndida que ele proporciona ao subconsciente, ou simplesmente, pela plenitude deliciosa que ele trará no futuro quando for relembrado...
Um comentário:
não resisti e vim ao seu blog. obrigada pelo elogio ao meu. uma curiosidade: como foi que chegou lá?
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